terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Exercícios sobre PREPOSIÇÕES com GABARITO



01 - Indique as relações estabelecidas pelas preposições.

a) Ficaram todos contra o homem.
b) Moro em São Paulo.
c)O hospital fica a dois quilômetros daqui.
d) Há um portão fechado a cadeado.
e) O animal morreu de fome.
f) Recebeu uma medalha de prata.
g) Os animais saíram a galope.
h) Os meninos quebraram o vidro com uma pedra.
i) A mulher não entende de religião.
j) Quando puder, viajarei de avião.
k) Ficarei com ele até o fim.
l) O ladrão foi morto a facadas.

02 – As preposições podem indicar diferentes circunstâncias. Assim sendo, elabore frases com as circunstâncias  pedidas para cada preposição indicada.

a) Entre (reciprocidade)
b) Para (finalidade)
c) sobre (assunto)
d) Com (modo)
e) Desde (lugar)
f) Após (lugar)
g) Ante (causa)


GABARITO

01 - Indique as relações estabelecidas pelas preposições.

a)  Oposição
b) Lugar
c)  Lugar
d) Instrumento / meio
e) Causa
f) Matéria
g)   Modo
h) Instrumento / meio
i) Assunto
j)  Meio
k)  Companhia
l) Instrumento / meio

02 – As preposições podem indicar diferentes circunstâncias. Assim sendo, elabore frases com as circunstâncias  pedidas para cada preposição indicada.

SUGESTÕES DE FRASES.

a) Entre (reciprocidade) -  Há grande afeição entre as duas amigas.
b) Para (finalidade) – Estudaram muito para a prova.
c) Sobre (assunto) – Os alunos aprenderam sobre empreendedorismo.
d) Com (modo) – O aluno fez a tarefa com capricho.
e) Desde (lugar) – Caminhou desde casa até no hospital.
f) Após (lugar) – Após aquela rua há uma escola.
g) Ante (causa) – Ante as evidências dos fatos, o suspeito foi preso.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ENEM 2016 – Questões sobre Variação Linguística







QUESTÃO 01
De domingo

 — Outrossim?
— O quê?
— O que o quê?
— O que você disse.
— Outrossim?
—É.
— O que que tem?
—Nada. Só achei engraçado.
— Não vejo a graça.
— Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.
— Ah, não é.Aliás, eu só uso domingo.
— Se bem que parece uma palavra de segunda-feira.
— Não. Palavra de segunda-feira é óbice.
— “Ônus.
— “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.
— “Resquício” é de domingo.
— Não, não. Segunda. No máximo terça.
— Mas “outrossim”, francamente…
— Qual o problema?
— Retira o “outrossim”.
— Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás, é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.
(VERÍSSIMO. L.F. Comédias da vida privada. Porto  Alegre: LP&M, 1996).

No  texto, há uma  discussão  sobre o uso de  algumas  palavras da língua portuguesa. Esse uso  promove o (a)
(A) marcação temporal, evidenciada pela presença de palavras indicativas dos dias da semana.
(B) tom humorístico, ocasionado  pela ocorrência de  palavras empregadas em  contextos  formais.
(C) caracterização da identidade linguística dos  interlocutores, percebida pela recorrência de palavras regionais.
(D) distanciamento entre os  interlocutores, provocado pelo  emprego de palavras com  significados poucos  conhecidos.
(E) inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras desconhecidas por  parte de  um dos   interlocutores do  diálogo.


QUESTÃO 02

Texto I
Entrevistadora  — Eu  vou  conversar aqui  com  a  professora A.D. …  O  português então   não  é  uma  língua  difícil?
Professora — Olha se  você  parte do princípio… que a  língua  portuguesa  não  é  só  regras  gramaticais… não se  você   se apaixona pela  língua que  você…  já  domina… que  você  já  fala ao  chegar na  escola se teu  professor  cativa você a  ler obras da  literatura…  obra da/ dos  meios de comunicação… se você tem acesso a  revistas… é…  a  livros  didáticos… a… livros de  literatura  o mais  formal o  e/ o  difícil é  porque  a  escola  transforma como  eu  já  disse as  aulas de  língua  portuguesa  em análises  gramaticais.
Texto II
Professora — Não, se  você parte do princípio que  língua  portuguesa não  é  só  regras  gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno   já domina e   fala a  língua. Se o  professor  motivá-lo a  ler  obras  literárias e se tem acesso a  revistas, a  livros didáticos, você se  apaixona  pela  língua. O  que  torna  difícil é  que a escola  transforma as  aulas de  língua  portuguesa em análises  gramaticais.
(MARCUSCHI,  L. A. Da  fala para  a escrita: atividades de  retextualização. São  Paulo: Cortez, 2001)

O  texto  I  é  a  transcrição de entrevista  concedida por   uma professora de  português a  um programa de  rádio. O texto II é  a adaptação dessa  entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses  textos
(A) apresentam ocorrências de  hesitações  e reformulações.
(B) são  modelos de  emprego de regras gramaticais.
(C) são exemplos de uso  não  planejado da língua.
(D) apresentam marcas da linguagem  literária.
(E) são  amostras do  português  culto  urbano.


QUESTÃO 03

Mandinga — Era a denominação que, no  período das  grandes  navegações, os  portugueses davam à  costa ocidental da  África. A  palavra se tornou sinônimo  de feitiçaria porque os  exploradores  lusitanos consideram bruxos  os africanos que ali  habitavam — é que eles davam  indicações sobre a  existência de ouro na região. Em idioma nativo, manding designava terra de  feiticeiros. A palavra acabou  virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
(COTRIM, M. O  pulo do gato 3.  São  Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)

No  texto,  evidencia-se que a construção do significado da palavra  mandinga resulta de um (a)

(A) contexto sócio-histórico.
(B) diversidade técnica.
(C) descoberta geográfica.
(D) apropriação religiosa.
(E) contraste cultural.


QUESTÃO 04

PINHÃO sai ao  mesmo tempo que BENONA entra.

BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e  quer  falar  com  você.
EURICÃO: Benona, minha  irmã, eu  sei  que ele  está   lá  fora, mas não  quero falar com ele.
BENONA:  Mas, Eurico, nós lhe devemos  certas  atenções.
EURICÃO: Passadas para  você, mas  o  prejuízo foi  meu.  Esperava que  Eudoro, com todo aquele  dinheiro, se tornasse meu  cunhado. Era  uma boca a  menos e  um patrimônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que  ouviu  dizer que eu  tenho  um tesouro. E vem   louco atrás dele, sedento, atacado da  verdadeira  hidrofobia. Vive farejando  ouro, como  um cachorro  da  molest’a, como  um urubu, atrás do  sangue dos outros. Mas ele  está enganado. Santo  Antônio  há de  proteger minha pobreza e  minha  devoção.
(SUASSUNA, A.   O  santo e  a porca. Rio de  Janeiro: José Olimpyio, 2013)

Nesse texto teatral, o  emprego das  expressões “o peste” e  “cachorro da  molest’a” contribui para
(A) marcar  a classe social das personagens.
(B) caracterizar usos  linguísticos de  uma região.
(C) enfatizar a  relação familiar entre as  personagens.
(D) sinalizar a  influência do  gênero nas  escolhas vocabulares.
(E) demonstrar o  tom autoritário da fala de  uma das personagens.

GABARITO

01 - B
02 -  E
03 -  A
04 -  B



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Predicativo do Sujeito, Predicativo do Objeto e Complemento Nominal COM GABARITO


1 – Diga se o termo em destaque é predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.

a) A mulher abriu a boca assustada.
b) Na sala, as pessoas olhavam-no espantadas.
c) Os alunos chamavam-no de querido professor.
d) Estavam vermelhos os olhos da mulher.
e) Consideraram o réu culpado.
f) Encontrei-a triste no quarto.
g) Ando desconfiado com suas atitudes.
h) Ficamos desmaiados por algum tempo.
i) Aquele indivíduo parece um policial.
j) O pai encontrou-a febril.

2 – Diga se o termo em destaque é complemento verbal ou complemento nominal.

a) Preste assistência ao doente.
b) Nunca me esqueci deste lugar.
c) Tenho necessidade de amor.
d) Eu necessito de amor.
e) Estou cansado dessa conversa.
f) Está difícil a compra deste produto.
g) Aquele homem é incapaz de um gesto solidário.
h) A invenção do avião trouxe vantagens incalculáveis.
i) A mulher era conhecedora do assunto.
j) Os índios tentavam o domínio da dor.



GABARITO

1 – Diga se o termo em destaque é predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.

a) A mulher abriu a boca assustadaPredicativo do Sujeito
b) Na sala, as pessoas olhavam-no espantadas. Predicativo do Sujeito
c) Os alunos chamavam-no de querido professor. Predicativo do Objeto
d) Estavam vermelhos os olhos da mulher. Predicativo do Sujeito
e) Consideraram o réu culpado. Predicativo do Objeto
f) Encontrei-a triste no quarto. Predicativo do Objeto
g) Ando desconfiado com suas atitudes. Predicativo do Sujeito
h) Ficamos desmaiados por algum tempo. Predicativo do Sujeito
i) Aquele indivíduo parece um policial. Predicativo do Sujeito
j) O pai encontrou-a febril. Predicativo do Objeto

2 – Diga se o termo em destaque é complemento verbal ou complemento nominal.

a) Preste assistência ao doente.
Complemento Nominal
b) Nunca me esqueci deste lugar.
Complemento Verbal (Objeto Indireto)
c) Tenho necessidade de amor.
Complemento Nominal
d) Eu necessito de amor.
 Complemento Verbal (Objeto Indireto)
e) Estou cansado dessa conversa.
Complemento Nominal
f) Está difícil a compra deste produto.
Complemento Nominal
g) Aquele homem é incapaz de um gesto solidário.
Complemento Nominal
h) A invenção do avião trouxe vantagens incalculáveis.
Complemento Nominal
i) A mulher era conhecedora do assunto.
Complemento Nominal
j) Os índios tentavam o domínio da dor.
Complemento Nominal




Objeto Indireto, Objeto Preposicionado e Predicativo do Sujeito COM GABARITO

1 - Indique se os complementos verbais em destaque exercem a função de objeto direto preposicionado ou objeto indireto.

a) Estimo a seus avós.
b) Deparei com um ladrão.
c) Os homens adoram a Deus.
d) A quem deves favor?
e) A quem escolheste?
f) Não devemos duvidar dos mais velhos.
g) A mãe ao próprio filho não reconhece.
h) Devemos dar a ele uma nova chance.
i) A mim, enganaram-me muitas vezes.
j) Perdoaram-me muitas vezes.
k) Magoou mais a ele que os demais.
l) Recomendo-te solidariedade.

2 - Reescreva as frases, mudando apenas a posição do predicativo do sujeito em destaque: (Lembre-se de que há mais de uma possibilidade).

a) Os estudantes estudaram história despreocupados.
b) A vítima chorava desconsolada.
c) Os transeuntes assistiam ao enterro indiferentes.
d) O homem pronunciou tais elogios animadíssimo.
e) O aluno devolveu-me a carta inconformado.
f) Os alunos aguardavam o resultado ansiosos.
g) As crianças assistiam ao espetáculo alegres.
h) O juiz saiu do campo animado.
i) A jovem retornou ao lar cansada.
j) O aluno fez as provas confiante.
k) Os combatentes voltaram vitoriosos.
l) O vereador entregou o cargo chateado.


GABARITO

Indique se os complementos verbais em destaque exercem a função de objeto direto preposicionado ou objeto indireto.

a) Estimo a seus avós.
Objeto direto preposicionado

b) Deparei com um ladrão.
Objeto indireto

c) Os homens adoram a Deus.
Objeto direto preposicionado

d) A quem deves favor?
Objeto indireto

e) A quem escolheste?
Objeto direto preposicionado

f) Não devemos duvidar dos mais velhos.
Objeto indireto

g) A mãe ao próprio filho não reconhece.
Objeto direto preposicionado

h) Devemos dar a ele uma nova chance.
Objeto indireto

i) A mim, enganaram-me muitas vezes.
Objeto direto preposicionado

j) Perdoaram-me muitas vezes.
Objeto indireto

k) Magoou mais a ele que os demais.
Objeto direto preposicionado

l) Recomendo-te solidariedade.
Objeto indireto

Reescreva as frases, mudando apenas a posição do predicativo do sujeito em destaque: (Lembre-se de que há mais de uma possibilidade).

(Não esqueça de observar a colocação das vírgulas)

a) Os estudantes estudaram história despreocupados.
Os estudantes, despreocupados, estudaram matemática.
Os estudantes estudaram, despreocupados, matemática.
Despreocupados, os estudantes estudaram matemática.

b) A vítima chorava desconsolada.
A vítima, desconsolada, chorava.
Desconsolada, a vítima chorava.

c) Os transeuntes assistiam ao espetáculo indiferentes.
Os transeuntes, indiferentes, assistiam ao espetáculo.
Indiferentes, os transeuntes assistiam ao espetáculo.
Os transeuntes assistiam indiferentes ao espetáculo.

d) O homem pronunciou tais elogios animadíssimo.
O homem, animadíssimo, pronunciou tais elogios.
Animadíssimo, o homem pronunciou tais elogios.
O homem pronunciou, animadíssimo, tais elogios.

e) O aluno devolveu-me a carta inconformado.
Inconformado, o aluno devolveu-me a carta.
O aluno, inconformado, devolveu-me a carta.
O aluno devolveu-me, inconformado, a carta.

f) Os alunos aguardavam o resultado ansiosos.
Ansiosos, os alunos aguardavam o resultado.
Os alunos, ansiosos, aguardavam o resultado.
Os alunos aguardavam ansiosos o resultado.

g) As crianças assistiam ao espetáculo alegres.
Alegres, as crianças assistiam ao espetáculo.
As crianças, alegres, assistiam ao espetáculo.
As crianças assistiam alegres ao espetáculo.

h) O juiz saiu do campo animado.
Animado, o juiz saiu do campo.
O juiz, animado, saiu do campo.
O juiz saiu animado do campo.

i) A jovem retornou ao lar cansada.
Cansada, a jovem retornou ao lar.
A jovem, cansada, retornou ao lar.
A jovem retornou cansada ao lar.

j) O aluno fez as provas confiante.
Confiante, o aluno fez as provas.
O aluno, confiante, fez as provas.
O aluno fez confiante as provas.

k) Os combatentes voltaram vitoriosos.
Vitoriosos, os combatentes voltaram.
Os combatentes, vitoriosos, voltaram.

l) O vereador entregou o cargo chateado.
Chateado, o vereador entregou o cargo.
O vereador, chateado, entregou o cargo.
O vereador entregou, chateado, o cargo.